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       A história de Antonina nos conta, que no início do Século XVIII, entre as primeiras famílias que aqui se estabeleceram, havia duas piedosas mulheres que possuíam uma estampa de Nossa Senhora do Pilar.
A devoção e o carinho que essas mulheres dedicavam à virgem se manifestava, através de terços, cânticos e reza, dos quais participavam não só mineradores, faiscadores de ouro e lavradores das redondezas, como a família do sargento Mor Manoel do Valle Porto, fundador do povoado antoninense.
Essas celebrações foram, reunindo cada vez mais devotos, e o dia 15 de agosto foi escolhido para a culminância dessas festividades. Essa escolha se mantém a mais de três séculos, como o dia da “Festa de Nossa Senhora do Pilar”.
A religiosidade crescente das famílias animou Valle Porto a escolher um local central e alto, para erguer uma capela em honra à Virgem do Pilar, solicitando e obtendo licença para sua construção, em 12 de setembro de 1714.
A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar é, portanto, marco histórico e berço de Antonina, pois foi ao seu redor que se formou a cidade, que também é chamada de “Capela” e os seus moradores capelistas.
Logo podemos afirmar que Antonina surgiu em torno do Catolicismo Capelista.
E é do alto de sua colina, que a antiga Igreja, em seu estilo colonial português, ergue-se majestosa, exibindo não só a fortaleza de suas largas paredes de pedra, mas também mostrando a delicadeza de seu interior aconchegante e simples, como uma pedra preciosa encrustada no anel formado pelo casario da cidade, pelo verde das montanhas e pela baía que a rodeia

 
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